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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

TORRES DE BABEL...OU SERIA DE PAPEL?


Meados da década de 70, edifícios em São Paulo, como o Joelma e o Andraus pegaram fogo e ceifaram centenas e centenas de vidas. Eu me lembro que assisti o filme "Inferno na Torre" e que no fundo retratava(com imagens reais das pessoas que se atiravam das lages rumo à morte) sobre o incêndio do Joelma.
No filme, o ator americano Steve McQueen vivia o personagem de um chefe de Bombeiros, que ao final daquela tragédia fictícia(mas com enredo bem realista), dizia do que a ganância de muitos poderia causar.Que muitos arquitetos poderiam antes de construírem prédios, consultarem sempre o Corpo de Bombeiros e sempre que possível, acompanharem de perto  a utilização do material usado na obra.

Bem, mas a ficção do filme ficou para trás. Hoje a realidade nos mostra que o enredo do filme tem consistência e deveria servir de alerta às milhares de construtoras, engenheiros e arquitetos no Brasil que se aventuram em erguer prédios. O caso dos prédios que vieram à baixo nesta quarta-feira passada no Rio - deixando um número ainda incerto de mortos - tem uma certa semelhança aos do Pálace I e II de Sérgio Naya, e  ao que também desabou há dois anos no centro de Belém. Por quê?

Eu tenho sempre essa convicção comigo, quando acontecem tragédias como essas. Não tem outra explicação. Excluindo-se ações externas, como terremotos, vendavais, maremotos,etc., mas quando prédios desabam do NADA, ou é falta de competência de quem os projetou, ou é mesmo o uso de materiais de baixa qualidade ou procedência duvidosa, tudo com objetivos de baratear a obra. E por quê? É a ganância desavergonhada de muitos, sempre querendo o máximo para si. E as vidas que se perdem nessas catástrofes? QUEM PAGA?

Infelizmente o nosso Brasil vive sempre de memória curta. Até que Deus nos livre, caia um outro prédio, esse do centro do Rio já ficou no esquecimento de muitos. Menos na dor e na saudade das famílias que perderam seus entes queridos.

Nota - Na construção dos Edifícios de Sérgio Naya, o Pálace I e II, as investigações apontaram que até conchinhas do mar foram achadas no reboco dos prédios. Ou seja, a areia utilizada era areia oceânica,do mar, e totalmente imprópria à construção.
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